Vulnerabilidade – Sentindo os cacos: Ep. 3
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Quando o lado de fora é mais claro que o dentro, o medo vira convite — e o autoconhecimento começa pela fresta de uma porta aberta.
Esse ano vai ser diferente.
Assumo com vocês o compromisso de, a cada mês, falar sobre sentimentos e, e começar pelo medo e autoconhecimento, faz todo sentido. . Então, se prepare, 2026 será intenso. Iremos, literalmente, sentir os meus cacos.
Quando tive a ideia de montar esse cronograma, o medo logo deu as caras: será que vai dar certo? Vou conseguir? Estou pronto para falar sobre isso?
Essas perguntas são parte natural da relação entre medo e consciência, um ponto essencial em qualquer processo de autoconhecimento.
Depois, recordei uma frase de um icônico escritor austro-húngaro:
“Ele tem um medo terrível de morrer porque ainda não viveu.” — Franz Kafka
Em seguida, lembrei desse texto aqui e também de um mestre da música brasileira:
“Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir.” — Lulu Santos
E, por fim, me veio essa:
“Vai. E, se der medo, vai com medo mesmo. Se joga!” — Alpheu Mattos
As pessoas têm receio do medo, muitos o veem como algo negativo, como se fosse uma espécie de desencorajamento. Ele pode até parecer, mas não é.
Quando sabemos aceitá-lo, entendê-lo e conviver com ele, o medo, a prudência e o respeito nos fazem ter cautela na hora de nos organizarmos e, com isso, aumentar as nossas chances de sucesso. Aqui, compreender o medo é parte essencial de crescer.
Confesso que me perco em vários momentos. Mas, assim como o GPS, quando desvio do trajeto, eu recalculo a rota e sigo o percurso até o meu objetivo. Essa dinâmica entre medo e autoconhecimento é o que me mantém atento, ajustando caminhos, decisões e prioridades. Talvez, se não sentisse medo, eu entraria por um caminho sem volta, sem retorno ou chance de fazer diferente. E isso não tem nada a ver com a escrita, OK?
No fundo, todo processo de medo e autoconhecimento é um convite para olhar para dentro e ajustar a rota com honestidade.
Além disso, esse “medo” de querer fazer sempre o certo, independentemente do motivo pelo qual nos dispomos ou acreditamos, já é uma prova da existência da nossa consciência. É ela que nos lembra que sentir medo não nos enfraquece; ao contrário, abre espaço para escolhas mais maduras.
Em outras palavras, entender o medo também é entender quem somos.
Lembre-se:
Entender o medo abre a porta para todos os outros sentimentos, inclusive o amor. E esse é um dos caminhos mais profundos do autoconhecimento.
P.S.: E talvez o sentimento mais importante que o medo desbloqueie seja a coragem.
Mais um caco espalhado por aí…
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