Promessas

05 de junho de 2024 - Categoria: Artigos, Filosofia Barata, Humor, Imaginação, Inspiração, Novidades

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Semana passada, falei aqui sobre a necessidade de colocar hábitos saudáveis na rotina: exercícios físicos, momentos de prazer e também uma alimentação saudável. Sei que muitos (eu, inclusive), no final de um ano, já fizeram promessas, que não tinham a menor intenção de cumprir. A papagaida é sempre a mesma: ano que vem paro de fumar, ano que vem começo na academia, ano que vem…, ano que vem… Sempre jogamos para o próximo ano a nossa incompetência em assumirmos um compromisso com nós mesmos. Como falei antes, o segredo para uma vida saudável é o comprometimento. Precisamos parar com essas falsas promessas e começar a estabelecer objetivos coerentes e nos esforçar ao máximo para atingi-los.

Seja hoje a mudança que você espera amanhã.

Agora um momento de Flashback. O texto abaixo escrevi já faz um tempo, no final de algum ano, e mesmo não sendo época de réveillon, acho que continua atual. Ainda mais se pensarmos em evoluir, em nos desenvolver.

Adoro Beatles. Da composição mais simples à mais complexa. De “eu quero segurar na sua mão” até “Algo no modo como ela se move”. Acho simplesmente fantástico. Apesar de achar Sir Paul McCartney o mais simpático dos Fab Four, nunca escutei muita coisa de sua carreira solo, neste quesito meu preferido sempre foi John. A magnitude como ele consegue transpor e transformar os sentimentos mais simples, como, por exemplo, ficar parado, olhando as rodas dos carros girarem, em música, é algo que me comove e me dá vontade de continuar escrevendo. É, John Lennon me inspira a escrever. Espero um dia chegar aos pés dele, que, na minha opinião, é um dos maiores compositores do mundo.

Ah, sim, escutei “Watching the wheels” hoje. Atenção, momento cultural: para quem não sabe, essa música faz parte do álbum Double Fantasy, lançado em 1980, o ano da morte de John. Composição sublime, em letra e música. Escutei-a enquanto vinha trabalhar. Não conhece a música? Pare de ler este texto, vá até o YouTube, procure pelo vídeo clipe e só volte após escutá-la. Tenho certeza de que não irá se arrepender, muito pelo contrário. Isso vale para aqueles que já a conhecem também, apenas para recordar sua melodia. Quer saber, darei um pulo lá também, coisas boas nunca são demais.

Escutou? Eu também. Watching the wheels go round and round…

Fiz muito disso neste último ano. Não no sentido literal, é claro. Antes fosse assim. Sempre me perguntei qual a graça que senhores e senhoras viam em ficar sentados na varanda, e muitas vezes na calçada, de suas casas, observando o movimento dos carros e pessoas. Fui me dar conta do que era e o quanto é bom após escutar essa música. Aconselho a todos que façam isso periodicamente, ajuda a clarear e organizar os pensamentos. E não se importe se alguém o chamar de velho ou maluco, eles não sabem o que estão perdendo.

Infelizmente, não é só disso que precisamos para ser feliz, para nos sentirmos completos. É isso, completo é a palavra. Às vezes é preciso um pouco mais de ação do que simples rodas girando sem parar. Neste último ano, fiquei apenas vendo as rodas girarem e esqueci, ou simplesmente não quis, ou alguma outra teoria que provavelmente faz mais sentido, mas que me recuso a aceitá-la e muito menos dizê-la em voz alta, de colocar um pouco mais de ação.

Ou não.

Ok, o ano não foi tão parado assim, muitas coisas aconteceram, mas as realmente importantes foram poucas ou nenhuma.

Tudo são dúvidas. O mundo é feito de dúvidas. O desenrolar de toda a humanidade foi baseado em dúvidas, perguntas, indagações. É isso que faz com que a coisa evolua. Pronto, encontrei minha promessa de ano novo.

No próximo ano, prometo me colocar em dúvida, me perguntar mais, independente do medo ou receio da resposta, me colocar em xeque. Prometo evoluir como pessoa. Simples, não é?

Neste momento, talvez essa seja a promessa mais sincera que possa fazer. Ou não.

 

Promessas de ano nvo

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