Bar, doce bar
“Nem sempre o lar tem sofá e parede. Às vezes, tem balcão, cadeira bamba e alguém pra dividir a próxima rodada. […]
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Sobre viver no automático, enxergar sem ver.
Enquanto lia o capítulo 5 de Sociedade do Cansaço, lembrei imediatamente de uma história antiga da Roca. Eu trabalhava no financeiro e conversava diariamente com a Lia, a responsável por desenvolver o sistema que usávamos na época.
Sempre que ela mandava um e-mail, me telefonava em seguida para saber se eu tinha entendido. E várias vezes eu respondia: “Lia… eu vi, mas não olhei.” Ela ria, mas entendia.
E é exatamente assim que vivemos hoje.
Vemos tudo, mas não olhamos nada. O excesso de estímulos, tarefas e cobranças coloca a mente no automático: ela funciona, mas não vive. Perdemos a profundidade, a presença e a capacidade de perceber realmente o que está à nossa frente. A vida exige atenção, daquela que transforma o dia comum em algo significativo. Às vezes, não falta tempo. Falta olhar.
Hoje… você viu, ou você olhou?
📘 Inspirado em: Sociedade do Cansaço, capítulo 5, de Byung-Chul Han
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