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“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa. Sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” – Guimarães Rosa
Mas que burro, dá zero pra ele! Tenho certeza de que, após ler o título, se você não pensou isso, foi algo parecido ou até mais mal-educado. E tudo bem, 99% da população pensaria da mesma forma. Mas a verdade é que o erro foi proposital, para fazer uma provocação. Temos o hábito de seguir à risca a terceira lei de Newton, e, para você que faltou às aulas de física na escola, ela é mais conhecida como a lei da Ação e Reação. Na verdade, não acho que seja um hábito, está mais para instinto. Desde sempre lidamos com isso, sabemos que toda ação tem uma reação. Tá bem, Caco, mas onde você quer chegar? Pois bem, jovem gafanhoto, o problema não é reagir, mas sim como é a reação.
Quando indagados sobre certos assuntos, na esmagadora maioria das vezes reagimos sempre na defensiva, como se estivéssemos sendo acusados, injustamente ou não, de algo. Temos resposta para tudo, temos sempre uma justificativa. Até mesmo para tentar mudar a opinião do indagador, dependendo da temática da conversa. Muitas vezes a indagação não pede uma explanação, mas automaticamente já contamos nossa versão, como se quiséssemos nos inocentar nesta suposta investigação. Chegamos ao ponto de que, quando respondemos de forma clara e objetiva, com um Sim ou Não, a pessoa que questiona entra no modo defensivo/agressivo, como se notícias piores ainda estivessem por vir.
“Porque sim” e “por que não” são respostas justas, plausíveis e totalmente aceitáveis. Ao contrário do que Marcelo Tas nos ensinava com seu personagem no saudoso programa Castelo Ra-Tim-Bum, “porque sim”, é resposta, sim, Zequinha. E não se sinta ofendido com isso.
Acho que vale uma reflexão aqui. Da próxima vez que for questionado sobre algo, reflita antes de falar e responda num tom agradável, não faça como se estivesse sendo interrogado por um inquisidor. E, por favor, deixe a pessoa terminar o raciocínio, ouça tudo o que ela tem a dizer ao invés de ficar interrompendo a todo momento. Que o mundo está sem paciência, nós já sabemos, diariamente vemos exemplos de impetuosidade e cólera. A desconfiança e a intolerância, em todas as suas esferas, tomaram conta de tudo e todos. Estamos todos sempre ressabiados, esperando com uma faca no dente (lembra do filme Rambo I?) a próxima vez que tentarão nos engambelar ou passar a perna. Precisamos mudar isso. Confie em Deus, mas amarra teu camelo. Ame e respeite o próximo. Paz.
Mais um caco espalhado por aí…
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