Narciso não vê o mundo
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A vida não nos pergunta se estamos prontos. Ela só continua.
Nunca é fácil escutar ou dizer essa frase, concorda?
Ela carrega uma fama tão ruim, logo associamos ela a desistir de algo, como se não fôssemos capazes ou merecedores. Parece uma forma educada de dizer: aceita o que vier que está ótimo pra você.
Mas será que é isso mesmo?
Eu não a vejo como um sinal de fraqueza ou limitação. Vivemos acreditando que, com esforço suficiente, conseguimos resolver tudo. Que basta insistir um pouco mais, pensar um pouco mais, tentar mais uma vez. Até o Raul cantava sobre isso, lembra?
Sim, isso funciona… mas até certo ponto. Existem situações, muitas aliás, que não dependem da nossa vontade. Pode ser uma conversa que nunca aconteceu, uma perda, uma despedida. Nessas horas, insistir não muda a realidade. Apenas prolonga a nossa luta e sofrimento contra ela.
Já reparou como é curioso o quanto gastamos de energia tentando negociar com aquilo que já aconteceu?
Criamos diálogos imaginários, inventamos finais diferentes, escrevemos textos para blogs…
Voltamos dezenas de vezes ao mesmo momento, como se a lembrança pudesse, finalmente, obedecer às nossas expectativas.
Mas a realidade não volta.
Ela permanece.
E é justamente aí que a pergunta “Fazer o quê?” ganha um novo significado.
Não como um gesto de conformismo, mas como o instante em que percebemos que continuar brigando com o passado não o mudará. Irá apenas vai roubar o espaço do presente. Precisamos compreender que aceitar um limite não significa abrir mão da vida.
Significa reconhecer onde termina o nosso controle para descobrir onde novas oportunidades começam.
Portanto, ao invés de lamentar o que já aconteceu, temos que nos perguntar:
E é nesse instante que a superação começa.
Não quando encontramos uma resposta para tudo.
Mas quando deixamos de procurar respostas para aquilo que nunca será diferente.
Mais um caco espalhado por aí…
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Posso contar com você? #espalhandooscacos
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