Como encontrar o equilíbrio

Pessoa contemplando um vale ao nascer do sol no topo da montanha, refletindo sobre como encontrar equilíbrio na vida.

Uma pausa no alto da montanha para refletir sobre a vida e seus opostos.

Como encontrar o equilíbrio?

Sou um observador. Escuto muito e falo pouco. Estou sempre em busca do equilíbrio. Não gosto de entrar em debates desordenados, onde um interlocutor não respeita o espaço dos demais. Evito discutir, gosto de conversar com propósito. E gosto de escrever.

Mesmo com uma forte tendência a não me envolver em conflitos, às vezes não consigo me evadir e, como sou humano, ocasionalmente acabo me alterando. Não sou do tipo que sai por aí destruindo coisas ou ameaçando pessoas, mas por vezes solto algumas respostas bem curtas e beeem grossas num tom agressivo que, na maioria das vezes, é desnecessário. Por isso mesmo, recorro à terapia e aos psiquiatras buscando ajuda para controlar o Mr. Hyde que coexiste com meu Dr. Jekyll. Esses, além de ter um passatempo, são um movimento que todos deveriam realizar, para compreender suas sombras. (Leiam o Médico e o Monstro, é ótimo.)

Será que Hyde era passivamente ativo enquanto adormecido?

Ou Jekyll era ativamente passivo quando acordado?

Silêncio e fala: como encontrar o equilíbrio.

Falar em um tom amigável, porém firme, faz toda a diferença para quem busca o equilíbrio. Conversar com pessoas é uma tarefa simples, mas que exige muito cuidado e paciência. Temos 2 ouvidos e uma boca. Já dizia o velho deitado em cima do morro: devemos escutar mais e falar menos. Abrir a boca somente quando tivermos certos do raciocínio e com argumentos irrefutáveis para defender nosso ponto de vista. Precisamos também estar abertos a entender e respeitar, e não necessariamente a aceitar e concordar, com argumentos contrários ao que acreditamos.

“Se não nos posicionamos, ficamos sujeitos às escolhas dos outros.”

Mas, como tudo na vida, precisamos alcançar — ou viver tentando — o equilíbrio. Escutar demais, sem se posicionar, pode virar omissão. O famoso “ou caga, ou sai da moita”. O desafio de como encontrar o equilíbrio na vida está em achar a medida certa. Falar demais e sem escutar pode ser entendido como autoritarismo, ou, em termos mais filosóficos(?), como ter uma personalidade dominante. Ou somente como um chato de galochas. Mas, escutar com atenção e depois opinar/responder com intenção, é o que transforma um embate em um diálogo maduro, consciente e com propósito.

A ausência de ação não é omissão, é presença consciente.

Há os que falam por impulso. Há os que calam por medo. Mas há também os que escolhem o silêncio como ato de presença. Esses, mesmo calados, dizem muito.

A vida é contraditória. Bem e mal, silêncio e fala, impulso e calma, Jekyll e Hyde. O mundo precisa dos opostos para continuar existindo. Encontrar o ponto de equilíbrio — ou, em outras palavras, como encontrar equilíbrio na vida — é talvez o maior exercício de todos.

E aí, deveria ter ficado quieto ou devo falar mais?

 

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