Música… é vida!
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“Leões e panteras são inofensivos, mas tome cuidado com galinhas e patos, porque podem ser muito perigosos, disse uma minhoca a seus filhos.” — Bertrand Russell, a relatividade da percepção.
Esse é um texto para refletir. Antes de mais nada, responde pra mim: o pau que bate em Chico bate também em Francisco? O que você acha? Me conta nos comentários. Tenho minha opinião e, antes de revelar a você, vou escrever um pouco sobre. Aprendi desde pequeno que contexto e canja de galinha não fazem mal para ninguém.
Que é isso, Caco? Acho que você escreveu errado, certo? Errado, caro leitor, eu escrevi certo. É com essa provocação que quero começar o texto hoje. Lembra quando eu disse ser um texto para refletir? Leia novamente a frase, em voz alta, se possível. Soa estranha, não acha? Parece que algo está errado. Provavelmente está, mas não é a gramática. Nesse quesito, o meu corretor ortográfico se garante. Não soa bem porque nos tira da zona de conforto. Apontar o erro no outro é fácil — o difícil é reconhecer nossos próprios espinhos. E sim, todos temos os nossos. É, meu amigo gafanhoto, eu, você, todos temos esse hábito. Tudo bem, não se martirize por isso.
Tenho certeza de que você já ouviu essa frase e também já a repetiu, mesmo que por brincadeira, na frente de um espelho. Essa é a maior prova de que desde pequenos somos direcionados e instruídos a procurar, sempre nos outros, um problema. A madrasta da Branca de Neve, no seu momento narcisista, se preocupava sempre em eliminar a concorrência, nunca em fazer algo para melhorar sua autoestima ou seu relacionamento com os servos. É mais fácil terceirizar o problema, apontando os defeitos dos outros, do que reconhecer e aceitar que não somos perfeitos.
Tem alguém mais bonito do que eu? Simples, vamos dar um chá de sumiço nele que tudo volta ao normal.
E sim, fazemos isso a torto e a direita, sem o menor filtro ou papas na língua. Temos a tendência de sempre apontar culpados ou falhas para justificar os nossos erros. Instinto de sobrevivência? Talvez. Preguiça de entender onde erramos e no que podemos melhorar? Bem possível. Medo? Acho que essa é a resposta do milhão.
Vamos admitir — sem hipocrisia, por favor — que é muito mais fácil e até mesmo prazeroso apontar as falhas dos outros do que fazer uma autoanálise. Perdi as contas de quantas vezes, tomando uma cerveja com os amigos, falamos mal de outras pessoas. Sei que a recíproca é verdadeira, tenho plena consciência de que não sou amado e idolatrado por todos. Aprendi também, desde que me conheço como pessoa, que é impossível agradar aos gregos e aos troianos. É um ou outro, todo o mundo, impossível.
Vamos fazer um compromisso, eu e você? Vamos nos esforçar para reconhecer cada um dos nossos defeitos e nos esforçar para, ao menos, amenizar os sintomas? É difícil, muito! É possível? Vamos nos esforçar para ser.
Vamos nos ver mais?
P.S.: Sobre a pergunta que fiz no começo do texto… Não. O pau que espanca o Chico é muito mais pesado do que o que bate no Francisco.
Coitado do Chico!
Mais um caco espalhado por aí…
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Posso contar com você? #espalhandooscacos
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Estou amando essa (re)construção.
Obrigado, Gi!