Eu voltei
Eu voltei agora pra ficar Porque aqui, aqui é meu lugar Eu voltei pras coisas que eu deixei. Eu voltei… (O […]
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“Tudo dependo do referencial!” – Valdir, o peludo.
Professor Valdir, por meio da Física, conseguiu – de forma premeditada ou não – introduzir questões filosóficas a este ex-aluno que vos escreve. Sempre me recordo de suas aulas entediantes por um termo que ele usava frequentemente: tudo depende do referencial! Naquele contexto, o referencial servia pra calcular velocidade, aceleração, atrito e outras grandezas que — para ser honesto — nem sei direito o que eram. No fim das contas, eu me distraía fácil. E, convenhamos, as aulas não ajudavam muito.
Ele ainda conseguiu provocar questões filosóficas que ficaram na minha cabeça até hoje. Foi só mais tarde, com muita reflexão e a leitura de O Monge e o Executivo no Clube do Livro da Roca Imóveis, que consegui organizar melhor essas ideias. A Roca foi fundada pelo meu pai, um alemão extrovertido e de um coração enorme. Hoje, eu, ele, meus irmãos Rodrigo e Frederico, e a querida Silmara gerimos a imobiliária – ao lado dos mais de 140 colaboradores que se dedicam diariamente à nossa empresa.
No clube (idealizado e coordenado pelo mineiro João Lacerda), lemos algumas páginas por encontro e, até agora, ainda estamos longe da metade. Em poucas páginas, vários pontos foram levantados e discutidos entre os participantes. Um deles me chamou a atenção: quais são as pessoas pelas quais você atravessaria uma parede? Essa pergunta te faz pensar: por quem toparíamos as mais perigosas aventuras, por quem nos sacrificaríamos, quem realmente é importante para nós?
Foi aí que me lembrei do astuto e cabeludo mestre: tudo depende do referencial!
Ao longo da vida, temos a oportunidade de conviver e aprender com as mais diversas experiências. Observamos nossos pais, amigos, conhecidos e até mesmo estranhos lidando com altos e baixos do cotidiano. E, a partir dessas observações, vamos, lentamente, montando nossa personalidade e definindo nossos valores éticos e morais. É nesse processo que conseguimos eleger as pessoas por quem atravessaríamos as paredes – ou não.
“O que fazemos para que alguém esteja disposto a atravessar paredes por nós?”- Kathya Jesus
Esse questionamento da Kathya, feito durante uma das leituras do clube, me lembrou de um assunto que já compartilhei aqui no blog, no texto Meu Desafio. Nele, levanto algumas questões sobre viver em sociedade e me questiono sobre qual tipo de filhos vamos deixar para o mundo. O que, no fim das contas, tem tudo a ver com o tema desse texto. Nós, os pais, somos o primeiro referencial das crianças, será que estamos dando um bom exemplo?
Quando crescerem, estarão dispostas a atravessar paredes por nós?
Pense nisso.
Mais um caco espalhado por aí…
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Posso contar com você? #espalhandooscacos
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