Loop de Loop
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Caminhar ao lado.
Sem controlar.
Às vezes, me pego pensando no futuro do meu filho, o Otávio.
Não o tipo de pensamento bonito, de pai orgulhoso imaginando conquistas, mas aquele pensamento silencioso, desconfortável. Penso em como ele estará quando, ou caso, eu não estiver mais aqui.
Existe uma face da paternidade que ninguém explica, e poucos falam sobre.
Pessoas a romantizam de uma forma que esquecem do que realmente importa.
Ser pai, ou mãe, não é só sobre amor incondicional, é sobre responsabilidade.
É a consciência de que você influencia… mas não controla.
Crescemos aprendendo que ser forte é ter respostas, que maturidade é ter direção e, portanto, que segurança é prever riscos. Por fim, quando o assunto é o futuro de um filho, nenhuma dessas coisas é suficiente.
Por mais que eu:
Eu não posso viver por ele… não posso escolher por ele… e não posso evitar seus erros.
E admitir isso dói.
Porque vulnerabilidade não é fraqueza.
É reconhecer que amar alguém implica aceitar limites.
Limites que não posso, e não devo, ultrapassar.
Talvez vulnerabilidade não seja o medo de que algo dê errado, mas sim aceitar que meu papel não é o de controlar seu caminho.
O meu papel, como pai, é caminhar ao lado enquanto ele aprende a escolher o seu próprio.
Amar é isso.
Estar perto.
Sem garantias.
O difícil é, em meio a tudo isso, segurar a ansiedade.
Mais um caco espalhado por aí…
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Bem isso Caco
Abraço
Valeu, tio!