Narciso não vê o mundo
Quando tudo vira espelho, nada transforma. Nos capítulos mais recentes (4, 5 e 6, respectivamente) de Sociedade do Cansaço, Byung-Chul Han […]
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Terminei a leitura de O Monge e o Executivo.
E, curiosamente, depois de tantas páginas sobre liderança, serviço, disciplina e caráter, a palavra que ficou ressoando foi simples, óbvia até, mas essencial: respeito.
Sem ele, qualquer tentativa de liderar o outro nasce torta.
Quem não reconhece as próprias limitações tende a projetá-las.
Quem ignora as próprias capacidades, dificilmente enxerga as dos outros.
O livro fala muito sobre servir.
Mas servir não é se anular e muito menos abrir mão de responsabilidade.
Servir é criar condições.
É entender o contexto, as dificuldades, os limites e os talentos de cada pessoa antes de exigir entrega.
E exigir não é errado.
Errado é exigir sem consciência.
Liderar, no fim das contas, é equilibrar firmeza e humanidade.
É cobrar resultado sem esquecer que do outro lado existe alguém tentando dar conta da própria vida enquanto trabalha.
Talvez Aretha Franklin tenha resumido tudo muito antes de qualquer livro de gestão:
R-E-S-P-E-C-T.
Quando existe respeito, o resto se constrói.
Sem ele, nenhuma técnica se sustenta.
Você tem respeitado mais os cargos…
ou as pessoas?
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